Conheça ruínas do século 18 que se tornaram museu a céu aberto em Goiás


Arraial de Ouro Fino é citado em clássicos da música sertaneja, como da dupla Tonico e Tinoco. Obras para estruturar o local para visitantes custaram R$ 1 milhão. Ruínas do Arraial de Ouro Fino, que foram musealizadas pelo Iphan Wildes Barbosa/O Popular As ruínas do Arraial de Ouro Fino, um povoado do século 18, foram transformadas em um museu a céu aberto. A estrutura para os visitantes é localizada em uma fazenda próxima ao centro histórico da cidade de Goiás. Arqueólogo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Danilo Curado ressaltou ao g1 a riqueza arqueológica do local, que já foi citado em clássicos da música sertaneja. A visitação do museu é gratuita (veja informações de horário e local ao final do texto). "O objetivo da criação do museu era preservar [o local] e dar entrega para a sociedade. Nossa obrigação é entregar o acesso a fontes culturais à sociedade. Nosso foco é o povo goiano e o povo brasileiro", explicou Danilo. LEIA TAMBÉM Tour virtual permite conhecer seis museus de Goiás sem sair de casa Empresário transforma escritório em Goiânia em museu com objetos que pertenceram à família de Dom Pedro Prefeitura planeja tombamento do ipê mais antigo da capital como Patrimônio Natural Goianiense Ruínas do Arraial de Ouro Fino, próximo a cidade de Goiás Wildes Barbosa/O Popular Obras As obras realizadas para a criação do museu, inaugurado pelo Iphan no último dia 15 de dezembro, começaram no início de 2023 e custaram R$ 1 milhão. O arqueólogo explicou que esse investimento veio de uma medida compensatória relacionada ao licenciamento ambiental de uma empresa mineradora. "Fizemos um acordo extrajudicial [com a mineradora] e foi decidido como acordo levar atividades a Ouro Fino como forma de compensação", completou Danilo. A musealização foi realizada em parceria com o Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Cultura de Goiás (Secult), que elaborou o projeto arquitetônico e iniciou o processo de tombamento estadual de Ouro Fino. De acordo com o instituto, o projeto elaborado pela secretaria incluiu: Escoramento e consolidação das ruínas do arraial; Serviços de impermeabilização nas pedras de adobe; Implementação de estrutura para receber visitantes, como calçamento, bancos, alambrado, paisagismo com 3 mil m² de grama plantados e uma placa informativa sobre o local. Ruínas do Arraial de Ouro Fino, que foram musealizadas pelo Iphan Wildes Barbosa/O Popular Museu a céu aberto O museu é constituído, principalmente, das ruínas de uma igreja que existia no arraial. Segundo o arqueólogo, do outro lado da estrada, de fora da cerca, há algumas fundações de casa que não fazem parte do museu, mas que fazem parte do sítio arqueológico cadastrado no sistema do Iphan. "Há várias placas contando a história [do local]. Foi preciso ponderar sobre o próprio local, porque lá é ermo e dentro de uma fazenda, então não colocamos muitos instrumentos para evitar criar um local que seria de difícil manutenção", disse Danilo. "[O museu] é para uma visitação curta. A ideia é que o turista pare lá, conheça e depois continue o trajeto dele", completou. O arqueólogo ainda explicou que o proprietário da fazenda ajudou a iniciar a proteção do local, ao fazer o primeiro cercamento para evitar que animais chegassem perto das ruínas e contribuíssem para a deterioração. Ruínas do Arraial de Ouro Fino, que foram musealizadas pelo Iphan Wildes Barbosa/O Popular Arraial de Ouro Fino O antigo Arraial de Ouro Fino foi fundado em 1727 por Bartolomeu Bueno da Silva Filho e foi um dos primeiros povoados de Goiás. O local teria recebido visitantes que foram atraídos pelo ouro do Rio Uru e se tornado uma vila próspera. "Lá é um povoado do século 18, que remete às origens das primeiras vilas goianas. [A ocupação do local] começou por causa da busca do ouro pelos primeiros bandeirantes e, com o passar do tempo, ela foi sendo desocupada até não ter mais nenhum morador. Lá tinham dezenas de casas, com vários moradores", descreveu Danilo. O arraial está presente na letra de clássicos da música sertaneja, como da dupla Tonico e Tinoco. Atualmente, no entanto, a vila não é mais habitada, atraindo turistas e pesquisadores. Serviço Museu a céu aberto: Ruínas de Ouro Fino Endereço: Parque Residencial Isaura, Rua Gavião Real; fica a cerca de 13 km do centro histórico da Cidade de Goiás; para acessar o local, é preciso acessar a Estrada de Ouro Fino. Horário: Visita pode ser feita a qualquer horário, mas o Iphan recomenda que seja em período diurno; Valores: gratuito. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. 📱 Participe dos canais do g1 Goiás no WhatsApp e no Telegram. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

source https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2023/12/24/conheca-ruinas-do-seculo-18-que-se-tornaram-museu-a-ceu-aberto-em-goias.ghtml
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