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Polícia investiga abordagens contra funcionários antes do início das obras do Parque Piedade


Segundo depoimento, um funcionário da empresa responsável pela demolição e limpeza afirmou que esses homens avisaram que era necessário realizar "alguns acertos com a comunidade" para que as obras pudessem continuar. Blindado no Morro do 18, no entrono do Parque Piedade Reprodução/TV Globo A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) investiga denúncias sobre homens de moto abordarem funcionários ainda na época de demolição e limpeza do espaço onde será construído o Parque de Piedade. Os fatos, de acordo com testemunhas, começaram antes do início das obras. A limpeza da região começou no dia 5 de setembro. A demolição dos prédios da antiga Gama Filho ocorreu no dia 4 de novembro. A área próxima ao parque, que está sendo construído na Rua Manoel Vitorino, foi alvo de operações na quinta (11) e nesta sexta-feira (12), depois que uma denúncia de pedido de propina por traficantes para liberar as obras foi tornada pública. Os valores, segundo o advogado do consórcio responsável, podem ter chegado a R$ 1 milhão. Ministério Público denuncia traficante que exigiu pagamento para "liberar" construção do Parque Piedade, na Zona Norte Em depoimentos de testemunhas, uma delas afirma que, ainda durante a época da demolição dos prédios da Gama Filho e limpeza do local, homens de moto estavam rondando a área. Um funcionário da empresa responsável pela demolição e limpeza do espaço afirmou que esses homens avisaram que era necessário realizar "alguns acertos com a comunidade" para a continuação das obras. O g1 tentou contato com a empresa, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Polícia faz operação no entorno do Parque Piedade e pede prisão de bandido que cobrou R$ 1 milhão para obra continuar Traficante foragido O criminoso apontado pelas investigações da Polícia Civil como o responsável por ordenar a cobrança de propina para a realização das obras do Parque Piedade, na Zona Norte do Rio, está foragido desde que escapou do Complexo Penitenciário de Gericinó com dois comparsas no começo do ano passado. Jean Carlos Nascimento dos Santos, o Jean do 18, é considerado um criminoso de altíssima periculosidade pelas forças de segurança. O Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 5 mil que levem à captura dele. Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), Jean é o chefe do tráfico de drogas no Morro do 18. Ele tem 38 anos e é condenado ou réu em mais de 20 casos. Disque Denúncia oferece recompensa por Jean do 18 Divulgação O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/ MPRJ) destaca que a exigência de propina indica que os traficantes praticam extorsão nos mesmos moldes de milicianos: “Grupos armados como tráfico e milícia já vem adotando as mesmas práticas criminosas sobre a população nas áreas que atuam. A extorsão é uma delas. Essa conhecida prática miliciana de extorsão de dinheiro vem sendo agora adotada também pelo tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro”, disse o promotor Fábio Corrêa, coordenador do Gaeco do MPRJ, que investiga o caso. Em janeiro de 2023, Jean do 18 escapou com dois comparsas da Penitenciária Lemos de Brito, que fica dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade. O criminoso ficou preso por seis anos e fugiu com a ajuda de uma corda feita com lençóis – conhecida como teresa - jogada ao lado da base do Serviço de Operações Especiais, nos fundos do complexo de presídios. Atrás fica um lixão. Teresa serviu para fuga de detentos em Bangu Reprodução Jean é apontado como o responsável por a invasão do Fórum de Bangu em 2013 para tentar resgatar comparsas que prestavam depoimento. Uma criança e um policial militar morreram no tiroteio. Morte do advogado Em 2016, o traficante foi indiciado pelo assassinato do próprio advogado, Roberto Rodrigues. Em dezembro do ano anterior, Roberto saiu para se encontrar com Jean e não foi mais visto. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros concluiu que o advogado foi assassinado pelos próprios clientes porque não conseguiu libertar dois comparsas deles que estavam presos. O carro de Roberto foi encontrado numa das entradas do morro do Fubá, em Cascadura, que é dominado por uma facção rival. Mas a polícia descobriu que foram os próprios traficantes do Morro do Dezoito que abandonaram o veículo lá para despistar os investigadores.

source https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2024/01/13/policia-investiga-abordagens-contra-funcionarios-antes-do-inicio-das-obras-do-parque-piedade.ghtml
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