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Fim do home office e revisão de cargos e contratos públicos: como foi o 1º dia de trabalho de Javier Milei


Nesta terça (12), ministro da Economia anunciará primeiras medidas fiscais. Primeiro dia de trabalho oficial do novo presidente da Argentina teve como foco a economia O presidente da Argentina, Javier Milei, determinou o fim do home office no funcionalismo público e uma revisão nos cargos e contratos do governo. Nesta segunda (11), Milei fez a primeira reunião com os seus nove ministros. Ele foi empossado no cargo no domingo (10). ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na reunião, que aconteceu na Casa Rosada, a sede do governo, Milei ordenou que os ministros adotem uma exigência de trabalho 100% presencial a todos os membros de suas pastas. O presidente, segundo sua vice, Victoria Villaruel, também pediu um "inventário geral" de todos os funcionários públicos e cargos comissionados, além de um levantamento de todos os contratos vigentes nos ministérios. Os anúncios geraram no país o temor de demissões e destituições em massa no funcionalismo público ao longo do dia, segundo a imprensa local. A maior expectativa para o início do governo de Milei, no entanto, acontecerá nesta terça-feira (12), quando seu ministro de Economia tem previsto anunciar os ajustes fiscais da nova gestão. A imprensa do país avalia que o anúncio possa ser não só de um pacote, mas de todo o plano de ajustes do governo de Milei, que, no discurso de posse, falou que "não temos dinheiro (no governo)" e pediu que a população se prepare para tempos difíceis em um primeiro momento. FOTOS: Veja imagens da posse de Milei SANDRA COHEN: De costas aos parlamentares, Milei pintou o quadro catastrófico da Argentina para anunciar ajuste e choque na economia 'VIVA LA LIBERTAD, CARAJO': Na posse, Milei escreve 'palavrão' em livro do Congresso; entenda por que palavra é menos pesada na Argentina INFLUENCER 'UTÓPICO', LIBERTÁRIO OU PRAGMÁTICO: Qual Milei irá governar a Argentina? Cachorros no bastão presidencial Milei manda gravar rosto de cachorros clonados no bastão presidencial Agustin Marcarian/Reuters e Reprodução/Redes Sociais Um detalhe da cerimônia de posse do presidente da Argentina, Javier Milei, neste domingo (10), não passou despercebido: o bastão presidencial do novo líder argentino tem esculpidos os rostos de seus cachorros clonados. A passagem de bastão é uma tradição da Argentina, importada da Espanha, que marca a passagem democrática de poder. Na cerimônia deste domingo, o bastão já com a imagem dos animais esculpidos foi entregue pelo agora ex-presidente Alberto Fernández a Milei. Além dos rostos, o nome dos pets do líder argentino - todos homenagens a economistas liberais - também foram colocados no bastão. Fã de cachorros, Milei considera seus animais de estimação - quatro deles clones do primeiro - seus conselheiros. Segundo pessoas próximas, o presidente argentino diz se comunicar com Conan, o cachorro original, por meio de uma médium que faria "comunicação interespécies". O detalhe chamou a atenção de fotógrafos especialmente depois de Cristina Kirchner, a ex-vice de Fernández, notar os desenhos e rir na sequência. Cristina Kirchner, que como vice-presidente também exercia a função de presidente do Senado, recebeu Milei no Congresso Matias Baglietto/Reuters Corte de ministérios pela metade Argentina: Milei toma posse como presidente Também neste domingo, Javier Milei já assinou o primeiro decreto de sua gestão. A medida reduz o número de ministérios do país a nove, a metade do que tinha seu antecessor, o agora ex-presidente Alberto Fernández. O governo do ultraliberal terá, assim, as seguintes pastas: Ministério de Interior; Ministério de Relações Exteriores; Ministério de Comercio Internacional e Culto; Ministério da Defesa; Ministério da Economia; Ministério de Infraestrutura; Ministério da Justiça; Ministério de Segurança; Ministério da Saúde e Capital Humano. Segundo Milei, a medida é a primeira para cortar gastos públicos, uma das bandeiras que ele levantou durante discurso neste domingo. "Não existe solução sem atacar o déficit fiscal. A solução implica um ajuste no setor público, que cairá sobre o Estado, e não sobre o setor privado", disse. Milei recebe o bastão presidencial de Alberto Fernández, outro símbolo do poder na Argentina Natacha Pisarenko/AP Milei afirmou que, no curto prazo, a situação deve piorar até que as primeiras medidas comecem a dar resultado. E reiterou que o governo não tem dinheiro: "Lamentavelmente tenho que dizer, 'no hay plata'". "Isso impactará de modo negativo a atividade, o emprego, a quantidade de pobres e indigentes. Haverá estagflação [situação em que há estagnação da economia e inflação alta], mas é algo muito diferente do que tivemos nos últimos 12 anos. Será o último gole amargo para começar a reconstruir a Argentina", disse. "Não será fácil: cem anos de fracasso não se desfazem num dia, mas um dia começa, e hoje é esse dia." O presidente argentino discursou nas escadarias do Congresso, para seus eleitores. É uma quebra de protocolo, porque normalmente esse discurso ocorre dentro do parlamento. Mais tarde, já na Casa Rosada, falou ao público de novo e disse que sua eleição representa "o fim da noite populista e o renascer da Argentina próspera e liberal". Entre as autoridades que participaram da posse estavam o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O presidente Lula não foi a Buenos Aires e mandou seu chanceler, Mauro Vieira, como representante do Brasil. Veja abaixo frases do discurso de posse no Congresso: Hoje começa uma nova era na Argentina. Damos por terminada uma longa e triste história de decadência e começamos o caminho da reconstrução do país. Hoje enterramos décadas de fracasso. Nossos líderes decidiram abandonar um modelo que nos havia deixado ricos e abraçaram as ideias empobrecedoras dos coletivismo, um modelo que só gera pobreza. Assim como a queda do Muro de Berlim marcou o fim de uma época trágica para o mundo, essas eleições marcaram o ponto de quebra para a nossa história. Sabemos que no curto prazo a situação vai piorar. Na área de segurança, a Argentina se converteu em um banho de sangue. O narcotráfico se apoderou das nossas ruas. A única forma de sair da pobreza é com mais liberdade. Inflação Milei também mencionou a elevada inflação, acima de 140% ao ano, e atribuiu a culpa aos governos peronistas. Antes de Alberto Fernández, que deixa o cargo agora, quem governou foi Mauricio Macri, que é de direita e aliado de Milei. Antes de Macri, Cristina Kirchner "Arruinaram a nossa vida e fizeram cair dez vezes os nossos salários. Portanto, não deveria surpreender que estejam deixando 45% de pobres e 10% de indigentes." "Os argentinos, de forma contundente, expressaram uma vontade de mudança que já não tem retorno. Não há retorno. Hoje enterramos décadas de fracassos e disputas sem sentido. Brigas que só conseguiram destruir o nosso país e nos deixar em ruínas. Hoje começa uma nova era na Argentina, de paz e prosperidade", afirmou.

source https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/12/12/fim-do-home-office-e-revisao-de-cargos-e-contratos-publicos-como-foi-o-1o-dia-de-trabalho-de-javier-milei.ghtml
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