Caso Daniel: testemunhas sigilosas são ouvidas e réus interrogados no primeiro dia de julgamento


No total, 13 testemunhas foram ouvidas. Jogador foi encontrado morto em outubro de 2018, em São José dos Pinhais. Veja infográfico que mostra onde cada uma das partes está dentro do tribunal. Ponto a ponto de como será o julgamento dos acusados da morte do jogador Daniel No primeiro dia do júri popular dos sete acusados de envolvimentos na morte do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, os jurados ouviram duas testemunhas sigilosas arroladas pela acusação, outras 11 testemunhas e dois réus foram interrogados. O jogador de 24 anos foi encontrado morto em 27 de outubro de 2018, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele estava parcialmente degolado e com o órgão genital cortado, segundo a polícia. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp ✅ Siga o canal do g1 PR no Telegram O julgamento começou nesta segunda-feira (18). Por volta das 9h, ocorreu o sorteio dos jurados e foi formado o Conselho de Sentença foi formada por quatro mulheres e três homens. Pela manhã, duas testemunhas sigilosas da acusação foram ouvidas. Outras três foram dispensadas. Durante estes depoimentos, imprensa e plateia não puderam estar dentro do plenário e aguardaram do lado de fora do Fórum de São José dos Pinhais. Tribunal onde ocorre o julgamento dos acusados de envolvimento na morte do jogador Daniel Aline Pavanelli/RPC Depois de um intervalo para o almoço, durante a tarde, os jurados ouviram os depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa dos réus. Imprensa e plateia puderam assistir a estes depoimentos, porque as testemunhas não eram sigilosas. Porém, não foi permitido filmar ou gravar o que elas falaram. Dois réus foram interrogados. A sessão foi suspensa pelo juiz por volta das 22h40 e será retomada na terça-feira (19), às 8h30, para o interrogatório dos outros cinco acusados. A mãe do jogador veio do interior de Minas Gerais, onde mora, para acompanhar o julgamento. Neste texto você vai ler: Quais testemunhas foram ouvidas nesta segunda? Como é a organização dentro do tribunal? Quais réus foram interrogados? Como serão os próximos dias? Quem são os acusados e por quais crimes eles respondem? Como foi o crime? Quais foram as testemunhas? Ao longo da sessão desta segunda, foram ouvidos: Duas testemunhas sigilosas indicadas pela acusação; Uma amiga da ré Evellyn Brisola Perusso; A mãe da ré Evellyn; Um amigo do réu David Willian Vollero Silva; O pai do réu Ygor King; Um vizinho da família Brittes; Uma amiga da ré Allana Emilly Brittes, convidada para a festa de aniversário na balada; Amiga de infância de Allana, que participou da festa e estava na casa da família Brittes. Na época do crime, tinha menos que 18 anos e era namorada de um dos réus; Uma prima do réu Edison Brittes; Segurança funcionário da balada onde foi o aniversário de Allana; O irmão de Edison Brittes; Um primo de segundo grau da ré Cristiana Brittes. Confira, no infográfico abaixo, a organização dentro do tribunal: Organização dentro do tribunal onde ocorre o julgamento dos envolvidos na morte do jogador Daniel Matheus Cavalheiro/Artes/RPC Entenda como será o julgamento Relembre ponto a ponto 'Arrancaram ele de mim, arrancaram ele da filha', diz mãe de Daniel Quais réus foram interrogados? A primeira acusada a ser ouvida foi Cristiana Rodrigues Brittes. Ela foi interrogada por cerca de uma hora. Em seguida, foi a vez de Edison Brittes Júnior. O depoimento dele durou cerca de 1h30. Na fala, o homem confessou ter matado a vítima e disse que o fez porque Daniel abusou de Cristiana. Como serão os próximos dias? De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), a ordem da sessão será iniciada pelo Ministério Público (MP-PR), seguida por defesa, interrogatório e debate entre acusação e defesa dos réus. São 2h30 atribuídas à defesa e 2h30 para os acusados. Caso o juiz veja a necessidade de réplica ou tréplica, será acrescido mais 2h para a defesa e mais 2h para a acusação. Após os debates, o júri popular vai para a fase chamada de quesitação, quando os jurados são questionados se condenam ou absolvem os réus. Daniel Corrêa Freitas Rubens Chiri/saopaulofc.net Antes de decidirem, os jurados também podem fazer perguntas às testemunhas por intermédio do juiz. O júri deve tomar a decisão com base no que ouviu ao longo do julgamento. Em cédulas entregues a cada um, os jurados também respondem com "sim" ou "não" sobre a materialidade, autoria e qualificadoras das acusações pelas quais os réus respondem. As respostas são sigilosas e individuais. Os votos são contados. Ao chegar em quatro votos iguais, o juiz encerra a contagem e o veredito é anunciado. O juiz, então, acompanha a decisão da maioria e faz a dosimetria da pena, ou seja, determina qual a pena cabível no caso de acordo com as circunstâncias admitidas pelo Conselho de Sentença. LEIA TAMBÉM: Litoral: Enfermeira morre ao ser atingida por hélice de embarcação no mar BR-376: Duas pessoas morrem e criança fica gravemente ferida após acidente entre carro e caminhão Candói: Helicóptero cai em represa e empresário e esposa saem ilesos Quem são os acusados e por quais crimes eles respondem? Acusados de envolvimento na morte de Daniel Correa Freitas, em 2018 Reprodução/RPC Sete pessoas são acusadas de envolvimento no crime. Veja por quais crimes elas respondem: Edison Brittes Júnior: homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ocultação do cadáver, corrupção de menor e coação do curso do processo; Cristiana Rodrigues Brittes: homicídio qualificado (motivo torpe), fraude processual, corrupção de menor e coação do curso do processo; Allana Emilly Brittes: Coação do curso do processo, fraude processual e corrupção de menor David Willian Vollero Silva: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e ocultação do cadáver; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ocultação do cadáver e corrupção de menor; Ygor King: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e ocultação do cadáver; Evellyn Brisola Perusso: Fraude processual. Relembre o crime Relembre o assassinato do jogador de futebol Daniel Correa Freitas O jogador de futebol Daniel Correa Freitas, 24 anos, foi encontrado morto na área rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em 27 de outubro de 2018. Ele estava parcialmente degolado e com o órgão genital cortado, segundo a polícia. O empresário Edison Luiz Brittes Júnior confessou em entrevista à RPC e em depoimento à polícia ter assassinado Daniel. Tudo aconteceu depois da festa de aniversário de 18 anos da filha de Edison Brittes, Allana, na noite de 26 de outubro de 2018, na qual também estava Daniel, em uma casa noturna de Curitiba. A festa continuou na manhã do dia seguinte na casa dos Brittes. Edison Brittes alegou, em depoimento à polícia, que Daniel tentou estuprar a esposa dele, Cristiana Brittes, e que matou o jogador "sob forte emoção". Família Brittes Reprodução/Facebook Antes de ser agredido e morto, o jogador Daniel trocou mensagens e fotos com um amigo em que ele aparecia deitado ao lado de Cristiana Brittes. Dois dias após o crime, Edison Brittes marcou um encontrou em um shopping de São José dos Pinhais para, segundo a denúncia, coagir testemunhas. A reunião foi registrada por câmeras de segurança. No inquérito concluído pela Polícia Civil, o delegado Amadeu Trevisan afirmou que não houve tentativa de estupro por parte do jogador Daniel contra Cristiana. Além disso, o delegado disse que Cristiana e a filha Allana mentiram em depoimento prestado à polícia. O delegado disse também que o jogador não teve como reagir à agressão que sofreu dentro da casa, pois Daniel estava muito embriagado. De acordo com um laudo pericial, o jogador apresentava 13,4 decigramas de álcool por litro de sangue e não estava sob efeito de drogas. Edison está preso desde 2018. Outro acusado de participação do crime, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, respondia em liberdade, quando foi preso após ser flagrado com drogas em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Os demais acusados respondem em liberdade. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

source https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2024/03/18/caso-daniel-testemunhas-sigilosas-sao-ouvidas-e-reus-interrogados-no-primeiro-dia-de-julgamento.ghtml
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