carnaval de ofertas

Vision Pro: Apple começa a vender óculos de realidade virtual nos EUA por R$ 17 mil; veja detalhes


Sem previsão de trazer dispositivo para o Brasil, a empresa evitou o termo 'metaverso' e o definiu como um 'computador espacial'. Rival Quest 3, da Meta, custa a partir de R$ 2.500. Conheça o Vision Pro, o óculos de realidade mista da Apple O Vision Pro, óculos de realidade virtual da Apple, começa a ser entregue para clientes dos Estados Unidos nesta sexta-feira (2), quase oito meses após ser revelado. Sem previsão de chegada ao Brasil, ele é caro até para padrões americanos, onde estava em pré-venda há duas semanas: nos EUA, ele custa a partir de US$ 3.500 (mais de R$ 17 mil na conversão direta). Em sua chegada no setor de realidade virtual, a Apple evitou o termo "metaverso", que ficou famoso nos últimos anos devido a Mark Zuckerberg. A empresa que controla redes sociais do bilionário até passou a se chamar Meta para mostrar seu novo foco em realidades imersivas. Mas as apostas no metaverso ainda não decolaram: os óculos costumam ser caros para a maioria das pessoas, o interesse pelo tema em buscas na internet está diminuindo e empresas como a Meta ainda estão longe de conseguirem lucrar nesse setor. A Apple, por sua vez, diz que o Vision Pro é um "computador espacial revolucionário". A empresa defende que ele vai transformar como as pessoas "trabalham, colaboram, se conectam, revivem memórias e desfrutam de entretenimento". "É o primeiro dispositivo da Apple que você olha através dele, não para ele", disse o CEO da Apple, Tim Cook, em junho de 2023, quando os óculos foram apresentados. EyeSight, recurso do Apple Vision Pro, permite escolher se outras pessoas verão olhos de quem está usando os óculos Divulgação/Apple Como são os óculos da Apple? À primeira vista, os óculos da Apple são bem parecidos com os da Meta. Os dois suportam imagens em 4K, vêm com controles de mão, contam com baterias que duram cerca de 2 horas, segundo as fabricantes, e têm modos em que o sistema interage com o ambiente ao redor do usuário. Mas, enquanto no Quest 3, da Meta, o contato com o mundo exterior fica restrito à região das duas lentes, no Vision Pro, toda a tela pode ficar transparente. Isso é feito com o recurso EyeSight ("visão", em tradução direta), em que outras pessoas podem ver seus olhos (veja a foto acima). Confira outras especificações do Apple Vision Pro: 🏋️ Pesa cerca de 600 gramas, contra 513 gramas do Quest 3; 💾 Tem três opções de armazenamento (256 GB, 512 GB e 1 TB), enquanto o da Meta tem duas (128 GB e 512 GB); 📹 Conta com 6 microfones e 12 câmeras, que permitem gravar vídeos e tirar fotos em três dimensões; ⚙️ Usa o sistema operacional visionOS, que suporta centenas de aplicativos; 🧠 O dispositivo é equipado com dois chips principais: o M2, que executa o sistema, e o R1, que se concentra em processar as imagens. O Vision Pro pode custar ainda mais do que os US$ 3.500, seu preço de entrada. Com especificações mais avançadas e acessórios como bolsa e bateria externa, o dispositivo pode custar até US$ 5.200 (pouco mais de R$ 25 mil, em conversão direta). Com o dinheiro da versão básica do Vision Pro, é possível comprar sete dos óculos mais recentes da Meta, que custam a partir de US$ 500 (cerca de R$ 2.400) e quase três iPhone 15 Pro Max, o celular mais avançado da Apple, vendido nos EUA por US$ 1.200 (no Brasil, ele custa a partir de R$ 10.999). Vision Pro, óculos de realidade mista da Apple Divulgação/Apple A realidade virtual vai vingar? A Apple não revela números sobre a pré-venda do Vision Pro, mas cerca de 200 mil unidades foram comercializadas nas últimas duas semanas, segundo o MacRumors, site especializado em notícias sobre a empresa. Como comparação, o Meta Quest 2, lançado em 2020, vendeu cerca de 10 milhões de unidades até setembro de 2023, de acordo com o site CNBC. Meta Quest 3 Divulgação/Meta Agora, a expectativa é de que o Vision Pro dê novo fôlego para o setor. Para isso, a Apple precisará comunicar bem as vantagens da realidade virtual, avaliou Antônia Souza, diretora de operações da Lumx Studios, que cria projetos de ambientes imersivos. "Vimos o metaverso ser explorado, principalmente pela Meta, num campo que se assemelhava muito ao universo de games. Mas o que foi sendo contado pelas empresas dificultava a visualização desse produto pelos usuários", disse Antônia, ao g1. "É como se as pessoas não enxergassem muitos usos para tecnologia que estava sendo entregue, embora existam. Tudo isso fez com que os resultados não fossem tão interessantes e expressivos quanto essas empresas esperavam". A realidade virtual não foi totalmente explorada e, por isso, tem espaço para crescer "como metaverso ou com outro nome", analisou Rafael Alvez, porta-voz da Siemens sobre metaverso industrial, conceito que recria linhas de produção em ambientes imersivos para tornar empresas mais eficientes. "O ponto é o amadurecimento de todas essas tecnologias para que o metaverso seja factível para todos nós", disse. "Hoje, poucas pessoas testaram óculos de realidade virtual. Ainda é algo muito novo". Mas, para realmente ter sucesso, o metaverso vai precisar trazer benefícios reais para os usuários. "Quando falamos do metaverso convencional, acho que ainda não vimos ele resolvendo alguns desafios que nós temos hoje na nossa sociedade". Veja FOTOS do Apple Vision Pro Apple apresentou óculos de realidade mista Vision Pro na WWDC 2023 Divulgação/Apple Vision Pro, óculos de realidade mista da Apple Divulgação/Apple Apple Vision Pro Reprodução / Apple Apple Vision Pro Divulgação/Apple Apple Vision Pro tem botão no topo que permite controlar sistema Divulgação/Apple

source https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2024/02/02/vision-pro-apple-comeca-a-vender-oculos-de-realidade-virtual-nos-eua-por-r-17-mil-veja-detalhes.ghtml
Postagem Anterior Próxima Postagem