O Assunto #1.115: REPRISE - Adeus a Zé Celso, o revolucionário do teatro

A dramaturgia brasileira perdeu um de seus mais importantes nomes. José Celso Martinez Corrêa morreu depois de um incêndio em seu apartamento em São Paulo, onde vivia com o marido, o ator Marcelo Drummond. No Teatro Oficina, fundado em 1958, ele escreveu, adaptou e dirigiu peças que entraram para a história da cultura brasileira. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. A dramaturgia brasileira perdeu um de seus mais importantes nomes. José Celso Martinez Corrêa morreu depois de um incêndio em seu apartamento em São Paulo, onde vivia com o marido, o ator Marcelo Drummond – com quem mantinha um relacionamento de quase 40 anos, cujo último ato foi a cerimônia de casamento um mês atrás. No Teatro Oficina, fundado em 1958, Zé Celso escreveu, adaptou e dirigiu peças que entraram para a história da cultura brasileira e que formaram artistas ao longo de seis décadas. Para dimensionar o tamanho da história e da contribuição do artista ao Brasil, Natuza Nery ouve Pascoal da Conceição, ator, diretor e produtor cultural que começou a carreira no Teatro Oficina e que era amigo íntimo de Zé Celso. Neste episódio: Pascoal conta quais eram os planos profissionais do dramaturgo: a adaptação do livro "A Queda do Céu", com pensamentos do xamã yanomami Davi Kopenawa, para uma peça que seria exibida em comunhão com a natureza no parque do Teatro Oficina. “Ele anunciou que este seria o trabalho mais importante da vida dele”, relata; O ator comenta as qualidades de Zé Celso como diretor de teatro: “Ele faz trabalhos coletivos e tem a capacidade de catalisar o trabalho de muita gente”. E recorda como as atuações que fez na TV como Dr. Abobrinha, do Castelo Ra-Tim-Bum, e no teatro com Hamlet tiveram influência de sua direção. “Ele falava que não existe atuação no particular, ela é sempre pública”, lembra; Ele também detalha a história do Teatro Oficina, alvo de censura e perseguições pela repressão da ditadura militar: atores e atrizes foram agredidos e houve até um incêndio criminoso. E, mais recentemente, a tentativa do dramaturgo em comprar o terreno – que está em disputa judicial com o Grupo Silvio Santos. “Ele foi até o Banco Central e disse: que economia você quer pro Brasil, a dos que fazem teatro ou carnê?”, conta; Por fim, Pascoal recupera a ideia de Zé Celso que “não somos drama, somos tragédia” para explicar sua morte. E justifica porque ele tinha o apelido de ‘fênix’. “É obrigado a levantar e sair à luta, sair pra vida”, conclui. 🔔 O g1 agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar O que você precisa saber: Zé Celso: dramaturgo revolucionário morre aos 86 anos em SP Teatro: Brasil perde um dos maiores dramaturgos da história Despedida: atrizes e atores fazem rito com músicas e danças Homenagem: fãs, amigos e funcionários celebram seu legado Teatro Oficina: criado por Zé Celso, celebrou 65 anos em maio Marcelo Drummond: 'Segurei as duas mãos dele', diz marido FOTOS: como ficou quarto de Zé Celso atingido por incêndio O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Nayara Fernandes. Apresentação: Natuza Nery. Neste episódio colaboraram também: Isabel Seta e Carol Lorencetti. VEJA CORTES DO PODCAST O ASSUNTO EM VÍDEO

source https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2023/12/26/o-assunto-1115-reprise-adeus-a-ze-celso-o-revolucionario-do-teatro.ghtml
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