carnaval de ofertas

Justiça impede que mulher faça aborto emergencial recomendado por médicos no Texas, nos EUA


Feto foi diagnosticado com anomalia genética que geralmente provoca aborto espontâneo ou morte logo após o nascimento. Decisão em 1ª instância havia autorizado procedimento. Manifestantes pró e contra o direito ao aborto em manifestação em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos, em 2019 Saul Loeb/AFP A Suprema Corte do Texas, nos Estados Unidos, proibiu temporariamente uma mulher grávida de realizar um aborto de emergência nesta sexta-feira (8), logo após o procurador-geral do estado solicitar a suspensão do procedimento. A medida veta uma decisão de primeira instância que havia autorizado o procedimento. O aborto foi recomendado por médicos, já que o feto foi diagnosticado com uma anomalia genética que geralmente provoca interrupção da gravidez de forma espontânea ou morte logo após o nascimento. No ano passado, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o direito constitucional ao aborto, devolvendo aos estados o poder de legislar sobre o tema. O Texas, por exemplo, proíbe completamente o procedimento, com exceção dos casos em que a vida da mãe está em perigo. A mulher que deseja interromper a gestação tem 31 anos e está grávida de 20 semanas. No processo, ela informou que já tem dois filhos e deseja ter mais crianças. Ela justificou à Justiça que, se prosseguir com a atual gestação, corre o risco de não ter mais filhos, já que teria de passar por uma terceira cesariana. A juíza que autorizou o aborto em primeira instância, Maya Guerra Gamble, afirmou que a decisão se aplicaria apenas à mulher em questão, não expandindo o acesso ao aborto a outras mulheres. "A ideia de que ela deseja desesperadamente ser mãe, e esta lei pode realmente fazer com que ela perca essa capacidade, é chocante e seria um verdadeiro erro judiciário", disse a juíza durante uma audiência. Já o procurador Ken Paxton, que questionou a autorização, afirmou que qualquer médico envolvido na realização do aborto de emergência poderia ser alvo de um processo judicial. “Nada pode restaurar a vida do feto que será perdida como resultado”, afirmou em documento. A mulher que está grávida afirmou no processo que, apesar da recomendação médica, nenhum profissional de saúde se disponibilizou em fazer o procedimento sem a autorização judicial, já que poderiam sofrer penalizações que vão desde a perda de licenças até a prisão perpétua. VÍDEOS: mais assistidos do g1

source https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/12/09/justica-impede-que-mulher-faca-aborto-emergencial-recomendado-por-medicos-no-texas-nos-eua.ghtml
Postagem Anterior Próxima Postagem