".

Dono de mansão que matou policial tinha laboratório médico, namorava modelo e respondeu por homicídio e agressão no passado


Rogério Saladino tinha 56 anos e matou investigadora a tiros após confundi-la com assaltante. Colega dela, policial civil, revidou e matou empresário e funcionário dele, vigilante, que também queria atirar em agentes. Veja também os perfis dos outros dois mortos. Caso ocorreu no sábado (16) em SP. Dono de mansão que matou policial tinha laboratório médico e respondeu por homicídio O dono da mansão em São Paulo que neste final de semana matou a tiros uma policial civil ao confundi-la com uma assaltante era sócio-presidente de um laboratório de medicina diagnóstica, namorava uma modelo e já respondeu por homicídio, agressão e crime ambiental no passado (veja vídeo acima). Vídeo: tiroteio deixa investigadora, dono de mansão e vigilante mortos nos Jardins, bairro nobre de SP Vídeo: investigadora morta por empresário ao ser confundida com assaltante é enterrada ao som de sirenes de viaturas da polícia O empresário Rogério Saladino dos Santos tinha 56 anos. Ele assassinou a investigadora Milene Bagalho Estevam, de 39 anos, no tarde do último sábado (16), em frente a sua residência, nos Jardins, área nobre da região central da capital paulista. Ela não chegou a atirar. O colega dela, um policial civil, revidou o ataque, e baleou Rogério. O vigilante particular dele, Alex James Gomes Mury, de 49 anos, também foi atingido pelo investigador quando pegou uma das duas armas do patrão e tentou atirar nos agentes. Patrão e funcionário não resistiram e morreram. O investigador não foi ferido e sobreviveu. Parte do tiroteio foi gravada por câmeras de segurança do casarão do empresário e de residências próximas (veja vídeo e leia mais sobre o caso abaixo). Tiroteio deixa 3 mortos nos Jardins, bairro nobre de São Paulo Empresário dirigia laboratório Rogério fazia parte do Grupo Biofast, uma empresa brasileira que desde 2004 atua no mercado de medicina diagnóstica entregando resultados de exames médicos para os setores público e privado. Entre as análises realizadas estão as clínicas, anatomia patológica e biologia molecular. A empresa tem representações em dez unidades de coleta e sete hospitais espalhados em São Paulo, Bahia e Ceará. Ao todo são 355 funcionários. Em 2022, chegou a atender mais de 570 mil pacientes, segundo informações da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). “Entendemos que a participação do Biofast no Abramed nos credencia a discutir temas importantes com outros laboratórios para poder influenciar a melhoria do setor. Essa parceria nos possibilita uma melhor organização dos objetivos conjuntos com os demais associados, o que pode nos dar maior clareza das áreas em que a associação pode contribuir, como é o caso de quebras de barreiras junto a entidades governamentais e fontes pagadoras, entre outras ações”, disse Rogério, há três meses, de acordo com o Linkedin da sua empresa. 'Ainda não acredito', diz namorada "Muita saudade", escreveu a namorada de Rogério, a modelo e arquiteta Bianca Klamt, em seu Instagram Reprodução/Arquivo pessoal Na vida pessoal, Rogério namorava a modelo e arquiteta Renata Klamt, de 37 anos. Ela chegou a postar vídeos e fotos do casal nas suas redes sociais com mensagens como "muita saudade". "Meu coração está em prantos, meu amor", escreveu a namorada do empresário no Instagram dela. "Ainda não acredito", "te amo eternamente". Rogério deixa um filho, de 15 anos, fruto de um relacionamento anterior. Bianca Klamt e Rogério Saladino eram namorados Reprodução/Arquivo pessoal Homicídio, agressão e crime ambiental A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que Rogério tinha passagens criminais anteriores pela polícia por "homicídio, lesão corporal e crime ambiental". No boletim de ocorrência consta a informação de que ele respondeu por assassinato e agressão em 1989, quando chegou a ser preso por homicídio. E também já foi acusado de crime ambiental em 2008. Policiais disseram à reportagem que esses processos contra ele já tinham sido encerrados. O caso deste sábado (16) foi registrado pela Polícia Civil como "homicídio" e "morte decorrente de intervenção policial". Para o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o policial civil que revidou os disparos não cometeu crime e agiu em legítima defesa. Como os autores do homicídio estão mortos, o inquérito será concluído e relatado à Justiça para ser arquivado depois. Família rebate acusações de crimes O empresário Rogério Saladino tinha 56 anos Reprodução/Redes sociais/Abramed Por meio de nota, enviada ao g1 pela assessoria de imprensa da família de Rogério, os parentes do empresário lamentaram as mortes dele e das outras duas pessoas. "Agradecemos as manifestações que temos recebido nas últimas horas e pedimos que a intimidade da família seja preservada diante da tragédia ocorrida ontem. Rogério Saladino era um empresário de sucesso, empreendedor que confiava no Brasil. A tragédia ocorrida ontem ceifou a vida de uma competente policial civil, de um profissional que trabalhava na residência e do próprio Rogério Saladino", informa o comunicado. Também por nota, a família de Rogério rebateu as acusações anteriores contra ele: "Homicídio citado: trata-se de um atropelamento ocorrido na estrada de Natividade da Serra (SP) há aproximadamente 25 anos, uma fatalidade, no qual o empresário Rogério socorreu a vítima", informa o comunicado. "Crimes ambientais citados: refere-se à retirada de cascalho pela prefeitura municipal de Natividade da Serra (SP), em terras de propriedade da família de Rogério. Existe um termo de compromisso ambiental cumprido", continua o texto. A família não comentou a acusação de lesão corporal. Rogério deverá ser enterrado nesta segunda-feira (18) num cemitério da capital, que não teve o nome nem horário divulgados pela família. A reportagem não localizou representantes ou parentes do vigilante para comentarem o assunto. Segundo o DHPP, ele "não ostentava antecedentes criminais". O vigilante Alex James Gomes Mury tinha 49 anos Reprodução/Redes sociais/Abramed Investigadora deixa filha de 5 anos Por meio de nota no X (antigo Twitter), a Polícia Civil confirmou a morte de Milene. De acordo com a publicação, ela era policial havia sete anos e deixa uma filha de 5 anos. "É com imenso pesar que a Polícia Civil informa que a investigadora Milene Bagalho Estevam faleceu ontem, 16/12, no cumprimento da função", informa trecho do comunicado. "A Polícia Civil presta os mais sinceros sentimentos de solidariedade à família e aos amigos." Milene foi enterrada neste domingo (17) no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo. Ela foi velada e sepultada ao som de sirenes de viaturas da Polícia Civil em sua homenagem (veja vídeo acima). Entre as autoridades presentes estavam o delegado Fábio Pinheiro, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde Milene trabalhava, e o Secretário da Segurança Pública (SSP), Guilherme Derrite. "Estamos todos destruídos. Era brilhante como Policial, como amiga e como mãe", disse à reportagem Thiago Delgado, delegado da Divisão de Roubos e Latrocínios do Deic, que trabalhava com Milene. Segundo ele, a investigadora fez várias operações importantes na Polícia Civil, esclarecendo diversos crimes. Numa delas entrou num aplicativo de relacionamento para se aproximar de um criminoso procurado por roubo seguido de morte. Ela fingiu estar interessada nele e marcou um encontro. Depois, com o apoio de outros policiais, ajudou a prendê-lo. Polícia Civil divulgou comunicado para lamentar a morte da investigadora Milene Estevam durante o seu trabalho Divulgação/Polícia Civil/X Investigadora é enterrada ao som de sirenes de viaturas em SP Como foi o tiroteio Segundo a Polícia Civil, o empresário e o vigilante confundiram Milene e o outro policial civil com ladrões. Os dois investigadores trabalhavam no Deic. Eles estavam num carro do Deic descaracterizado e circulavam pela região das ruas Guadelupe e Venezuela, no Jardim América, para buscar pistas de criminosos que haviam invadido uma casa e furtado um veículo e pertences no dia anterior. Para isso, usavam distintivos da Polícia Civil e se identificaram como investigadores para moradores das residências vizinhas a quem pediram imagens de câmeras de segurança que possam ter gravado os bandidos. De acordo com o DHPP, quando os dois investigadores viram o vigilante Alex numa moto, pediram para ele também vídeos da câmera da mansão para auxiliar no trabalho. Ele entrou no imóvel, falou com um segurança da guarita, que por sua vez pediu que o dono da residência fosse avisado. Rogério foi até a guarita, que é blindada, viu os dois agentes, mas desconfiou que eles não fossem policiais. Então, segundo a Polícia Civil, deu tiros de advertência para o alto para que os policiais, que acreditava serem falsos, fossem embora. Em seguida, abriu o portão eletrônico da mansão e saiu atirando em Milene, que nem sequer teve tempo de sacar a arma e reagir. O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa apreendeu quatro armas para serem periciadas: duas que estavam com os policiais e outras duas que eram do dono da mansão. A investigação vai aguardar os resultados dos exames feitos pela Polícia Técnico-Científica nas armas para saber quem atirou em quem. De acordo com a pasta da Segurança Pública, a Polícia Civil ainda encontrou "porções de maconha" e outras drogas na residência de Rogério. Duas armas apreendidas que estavam com empresário, segundo a polícia. Ao lado marcas dos disparos Reprodução/Redes sociais

source https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/12/18/dono-de-mansao-que-matou-policial-tinha-laboratorio-medico-namorava-modelo-e-respondeu-por-homicidio-e-agressao-no-passado.ghtml
Postagem Anterior Próxima Postagem

Ads

Facebook