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TJ repudia declaração de advogado que comparou desembargadora a jumento e disse que faltou audiência para fazer sexo


Tribunal de Justiça considerou o ocorrido como um ataque ao poder judiciário. O caso ocorreu quando uma juíza rejeitou um pedido de habeas corpus de uma cliente defendida pelo advogado Pedido feito pelo advogado para adiar a audiência de instrução, em Goiânia, Goiás Reprodução O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) publicou uma nota de repúdio nesta sexta-feira (24), contra as declarações do advogado Manoel Bezerra Rocha. Ele foi processado por chamar desembargadora de jumento e não comparecer à audiência de conciliação por alegar que precisava 'fazer sexo'. A nota foi escrita em nome do presidente, o desembargador Carlos França, e considera as declarações “inaceitáveis”. A reportagem entrou em contato por e-mail e por telefone com o advogado em questão, para solicitar um posicionamento, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria. O caso ocorreu em dezembro de 2022, quando a magistrada rejeitou um pedido de habeas corpus de uma cliente defendida por Manoel. Em resposta, ele a comparou a um "jumento" e insinuou que ela deveria preparar pastel feira com caldo de cana. LEIA TAMBÉM: Advogado compara desembargadora a jumento, falta audiência e justifica que tinha encontro para fazer sexo VÍDEOS: Desembargador defende o fim da Polícia Militar, e Caiado reage pedindo impeachment do magistrado após fala Advogado que xingou juiz em processo é preso suspeito de tráfico de drogas e porte ilegal de arma Documento em que o advogado comparou a desembargadora a um jumento, em Goiânia, Goiás Reprodução Em nota, o TJGO diz que decisões judiciais podem ser questionadas, mas que o ocorrido foi um ataque ao poder judiciário. A fala foi tida como agressão, com “termos que demonstram violência e desrespeito às magistradas e aos magistrados”. A nota ainda afirma que as atitudes do advogado desrespeitam a honra da desembargadora e os princípios como “como ética, respeito e decoro” exigidos a um profissional jurídico. (Veja nota na íntegra) O advogado foi processado por uma "queixa-crime", e a defesa da magistrada disse que o caso constitui crime de injúria. A audiência de orientação sobre o caso estava prevista para quinta-feira (23), mas o acusado não compareceu. Ele teve a solicitação de adiamento da sessão negado. Como justificativa ao pedido, disse ter a necessidade de relações sexuais e que não poderia acontecer em outro momento. Ele ainda anexou prints de uma conversa com a mulher na qual iria se encontrar. A defesa da magistrada, o advogado Felipe Crosara, que também integra a assessoria jurídica da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), disse que foi solicitada “a suspensão do direito de advocacia do referido advogado, e espera que as providências cabíveis sejam tomadas”. (Veja nota na íntegra) Em nota, a Seção Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil informou que "os fatos serão objeto de análise, por meio do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que observa com rigor o sigilo legal dos seus procedimentos". Print de conversa do advogado com a mulher que ele marcou encontro para fazer sexo em dia de audiência, em Goiânia Reprodução Notas na íntegra Tribunal de Justiça do Estado de Goiás "O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por seu presidente, desembargador Carlos França, vem a público expressar veemente repúdio às declarações inaceitáveis proferidas pelo advogado Manoel Bezerra Rocha, que desrespeitam não apenas a honra de uma desembargadora no exercício de suas funções como magistrada deste Tribunal, mas também princípios básicos como ética, respeito e decoro exigidos de um profissional da carreira jurídica. Ressalta também que decisões judiciais podem ser questionadas pelo recurso próprio e adequado, mas a deliberada agressão, com utilização de termos que demonstram violência e desrespeito às magistradas e aos magistrados, em razão de fundamentação utilizada para decidir e por discordar do desfecho dado à ação, é um ataque ao Poder Judiciário, que tem a missão constitucional de solucionar conflitos que lhes são apresentados, além de violar o Estado Democrático de Direito, o que é inadmissível. Por fim, o TJGO, que tem respeito e elevada consideração pela advocacia goiana, reforça que acredita e valoriza a harmonia costumeira entre os membros do sistema de Justiça. Ademais, segue confiante nas providências que estão sendo adotadas pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) para apuração da infração ético-disciplinar do advogado, sem prejuízo das providências na esfera penal." Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) "A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) repudia veementemente a manifestação do advogado, que afronta o Poder Judiciário do Estado de Goiás e atenta contra a seriedade de seus quadros, ao protocolar documento sem qualquer embasamento legal, com termos altamente desrespeitosos. A Asmego já providenciou representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), estadual e federal, solicitando a suspensão do direito de advocacia do referido advogado, e espera que as providências cabíveis sejam tomadas. O Poder Judiciário do Estado de Goiás, um dos mais céleres e produtivos do país, merece respeito para com seu trabalho. O advogado afronta os magistrados e demais servidores, que se dedicam diariamente a milhares de ações judiciais sérias. A Asmego não tolera e nem admitirá desrespeito ao trabalho dos magistrados de Goiás." 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. 📱 Participe dos canais do g1 Goiás no WhatsApp e no Telegram. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

source https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2023/11/25/tj-repudia-declaracao-de-advogado-que-comparou-desembargadora-a-jumento-e-disse-que-faltou-audiencia-para-fazer-sexo.ghtml
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