Cidade de pedra, visita de um príncipe, refúgio para onças e mosteiro budista: conheça as belezas da Serra dos Pireneus


Cavernas, montanhas, trilhas e muitos animais silvestres fazem parte da paisagem. Assista à íntegra do Globo Repórter. Globo Repórter mostra as belezas da Serra dos Pireneus, em Goiás O Globo Repórter desta sexta-feira (03) explora as belezas naturais da Serra dos Pireneus, em Goiás. A expedição começa em Pirenópolis, cidade famosa por suas ruas estreitas, casas e igrejas do tempo do Brasil Colônia. Ao seu redor, a imponente serra. O nome “Pireneus” foi inspirado numa cadeia de montanhas que fica entre Espanha, Andorra e França. Na serra brasileira, em 1871, o padre e médico naturalista francês François Henry Trigant des Genettes avistou pela primeira vez um lugar intrigante e enviou ao imperador Dom Pedro II uma carta descrevendo o que pensava ser uma cidade perdida. Cidade de Pedra Cidade de Pedras revela beleza natural esculpida nas pedras O turismólogo Sizernandes Rodrigues explica que a Cidade de Pedras é um monumento natural e é a maior desse tipo no Brasil. Mas nunca houve uma civilização por lá. É tudo obra da natureza, em uma ação de milhões de anos, com a força do tempo, do vento e da chuva. Na área de 600 hectares, o risco de se perder é grande. Por isso, a Cidade de Pedra só deve ser visitada na companhia de um guia experiente. Ao longo do caminho, as pedras vão se revelando parecidas com várias figuras, como uma tartaruga, uma cabeça de um dragão ou um mamute imponente. Pedras formam figuras que lembram animais. TV Globo/Reprodução Depois de seis quilômetros e meio de caminhada, a recompensa vem em forma de um lago em cor esmeralda. Um refresco para quem venceu o desafio de explorar um cenário tão fascinante. Lago esmeralda é uma das atrações da Serra dos Pireneus. TV Globo/Reprodução Gruta dos Ecos Em Cocalzinho de Goiás, a atração está embaixo da terra. A Gruta dos Ecos tem mais de 1,5 quilômetro de extensão e é a maior caverna do mundo feita com micaxisto. Logo na entrada, uma descida de 142 metros. Sob as luzes das lanternas, labirintos estreitos até chegarem os salões. Tem o dos morcegos, que também é conhecido como salão das catacumbas. A gruta tem esse nome por causa do lago dos ecos. Agora ele tem pouca água, mas chega a ter 300 metros de extensão e uma largura de 50 metros e profundidade entre 10 e 15 metros. E o que impressiona é a água cristalina. Gruta dos Ecos é uma das atrações da Serra dos Pireneus “É importante a gente sempre pensar na preservação das cavernas e também em formas mais inteligentes de usá-las sem destruir. Cada pessoa que passa dentro dessa caverna deixa uma pegada, pode quebrar um espeleotema, pode matar um bicho raro para a ciência. Por isso é importante as pessoas estarem preparadas e contarem sempre com guias”, explica o geógrafo Cristiano Fernandes Ferreira, que é analista ambiental do Instituto Chico Mendes. Big Brother dos bichos Na Serra dos Pireneus existem cerca de 35 espécies de mamíferos de médio e grande porte, além de mais de 200 espécies de aves. No entanto, eles são muito difíceis de avistar. Cerca de 40 câmeras de monitoramento, no entanto, captam imagens raras da vida selvagem. Veja no vídeo abaixo. Câmera flagra bichos silvestres na Serra dos Pirineus, em Goiás Em Corumbá de Goiás, a reportagem foi ver as onças-pintadas bem de perto e conhecer a história de Cristina Giani, do Instituto NEX, que tem se dedicado ao cuidado desses animais há 23 anos. Tudo começou com uma visita a um zoológico e quando viu uma onça pela primeira vez, era o Pacato. “Quando eu vi aquele animal, que eu soube a história dele e que estava ali há quatro anos naquela jaula porque não tinha destinação, eu falei: “eu tenho uma fazenda aqui perto, eu posso ajudar o Pacato?”, disse ela. O animal ganhou uma nova casa, com muito espaço. “Achei o meu próprio sentido e a minha vida deu uma guinada”. Assim, o NEX (No Extintion) se tornou a primeira instituição de proteção e abrigo particular de felinos silvestres autorizada pelo Ibama e começou a receber muitas outras onças, a maioria vítima de maus-tratos ou porque foram abandonadas. Conheça a história da mulher que mudou de vida para cuidar dos animais em perigo LEIA TAMBÉM: Câmera registra gato-mourisco predando cutia na Serra dos Pirineus (GO) 15 vezes em que o Globo Repórter subiu e explorou as serras do Brasil História preservada Encravada em meio a Serra dos Pireneus está Pirenópolis, a mais antiga cidade da região. Ela começou a ser erguida há quase 300 anos e é um museu a céu aberto. Tem ruas charmosas, igrejas centenárias e um conjunto arquitetônico encantador tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Pirenópolis, interior de Goiás. TV Globo/Reprodução Quem visita Pirenópolis se depara com a figura de um mascarado. Ela está espalhada por vários pontos da cidade: A máscara do boi, ou Curucucus, representa o povo na tradicional festa das cavalhadas Na celebração, durante os festejos do Divino Espírito Santo, a disputa é entre reis: dos mouros contra o rei cristão. Há 40 quilômetros da cidade, um mosteiro zen budista criado pelo mestre japonês Tokuda, em 2001, reúne beleza e simplicidade, com flora e fauna originais do Cerrado. “A única forma de preservar a natureza é preservar nós mesmos. Nós não somos separados da natureza”, diz o monge budista Marcos Ryokyu. Templo budista no meio do Cerrado Visita da realeza britânica A poucos quilômetros do centro de Pirenópolis, a Fazenda Vafogo virou um santuário de preservação e virou uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, que contou com a participação do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, em sua inauguração. Saiba mais sobre essa visita no vídeo abaixo: Em visita a Goiás, príncipe Philip experimentou seiva de jatobá e pensou ser afrodisíaco Fazenda Babilônia Fazenda resgata história do interior de Goiás Localizada a 18 quilômetros de Pirenópolis, a Fazenda Babilônia foi construída no fim do século 18 com estilo colonial paulista. É uma das antigas da região. A propriedade é tombada pelo Iphan e inscrita no livro Belas Artes de abril de 1965. O lugar passou por gerações até chegar às mãos da Telma Lopes Machado e o marido, que se orgulham de preservar tudo. O lugar histórico ainda nos proporciona uma experiência gastronômica deliciosa. São mais de 30 receitas, todas preparadas com ingredientes da própria fazenda. Veja a íntegra do programa abaixo: Edição de 03/11/2023 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

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