Tradição e cultura dos botecos: as histórias curiosas que despertam memórias afetivas; veja íntegra


Globo Repórter desta sexta-feira (8) percorreu bares do RJ, SP e BH e destacou os registros inusitados dos locais com características entre as décadas de 50 a 70. Professor faz registros inusitados de botequins com características dos anos 50, 60 e 70 O Globo Repórter desta sexta-feira (8) percorreu bares do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte atrás de histórias curiosas, que despertam memórias afetivas por trás dos botequins. Na capital fluminense, a reportagem conheceu o professor de história Evandro Von Sydow, que encontrou nos botecos uma paixão. Ele começou a fotografar tudo o que caracterizava um botequim entre as décadas de 1950 e 1970 e tem um 'método inusitado' para seus registros: sempre coloca sua mão na foto quando encontra um conjunto de azulejos, criando uma espécie de assinatura para mostrar que ele esteve lá. (veja imagem abaixo) "As pessoas ficam olhando. 'O quê que esse doido aí está tirando foto do chão'? 'O cara está tirando foto da parede'. Mas aí justamente: você consegue quebrar esse automatismo do olhar e fazer que as pessoas percebam que ali tem uma coisa diferente” ressalta. Professor faz registros inusitados de botequins com características dos anos 50, 60 e 70 Reprodução/TV Globo Evandro dedica seu tempo a buscar botecos com essa atmosfera do passado, tanto de dia quanto de noite, e já faz isso há 12 anos. Ele concorda com a tese do historiador Simas, que diz: 'não tem hora certa para ir a um botequim'. "Ela é uma cultura que não está necessariamente ligada à noite. O botequim você pode chegar a 10 horas da manhã. Você pode chegar meio-dia e é curioso porque alguns dos grandes frequentadores de botequins do Rio de Janeiro costumam até dizer uma coisa muito peculiar, que o melhor horário para frequentar um botequim é no horário de uma boemia vespertina, porque eles dizem, é o seguinte, é hora do profissional", destaca o historiador Simas. Bar no Rio de Janeiro Reprodução/Globo Repórter 'Michelangelo dos botequins’ Em um boteco no Rio de Janeiro, Evandro encontrou o que ele considera a "estrela do bar": um painel de Nilton Bravo. No passado, centenas de botecos tinham quadros pintados pelo artista, mas hoje em dia, resta apenas uma dúzia deles. Veja quem foi Nilton Bravo, considerado o 'Michelangelo dos botequins do país "Nilton bravo foi um pintor de botequim, que o Carlos Heitor Coni chamou de 'Michelangelo dos botequins'. Então quando perguntaram para ele qual o pintor brasileiro mais conhecido, mais consumido? Não é Portinari, é o Nilton Bravo que é o pintor de botequim”, explica Evandro. A maioria dos botecos que ainda possui uma obra de Nilton Bravo está localizada nos subúrbios cariocas. No entanto, há exceções, como um boteco na Zona Sul que mantém uma obra bem conservada do pintor. A dona do boteco, Eliana Rocha, menciona que eles têm a tela desde 1987 e que ter uma obra de Nilton Bravo era uma característica importante para um boteco no Rio de Janeiro na época. Boteco no RJ guarda quadro de Nilton Bravo, considerado o 'Michelangelo dos botequins do país Reprodução/TV Globo "A gente tem essa tela desde 1987. Era assim, se você tinha um botequim no Rio de Janeiro e queria ser um botequim, você tinha que ter uma tela do Nilton Bravo. E a gente fez algumas restaurações e ela esta aí pra contar história", destaca Eliana. Assista à íntegra do programa abaixo: Edição de 08/09/2023 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

source https://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2023/09/09/tradicao-e-cultura-dos-botecos-as-historias-curiosas-que-despertam-memorias-afetivas-veja-integra.ghtml
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