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Julia Duailibi analisa 'divergências' no STF e atuação da defesa dos réus em julgamentos do 8 de janeiro


STF condenou à prisão três primeiros réus do 8 de janeiro. Penas vão de 14 a 17 anos, além de multa e indenização. Júlia Duailibi analisa segundo dia de julgamento do oito de janeiro no STF Reprodução/TV Globo O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os três primeiros réus por tentativa de golpe de estado e mais 4 crimes no ataque de 8 de janeiro. As penas variam de 14 a 17 anos de prisão, com pagamento de multa e indenização por danos. Do primeiro bloco de réus, ainda falta o julgamento de Moacir dos Santos. A maioria dos ministros seguiu o voto do relator Alexandre de Moraes. Nunes Marques e André Mendonça foram os únicos a não considerar o crime de golpe de Estado. Eles foram vencidos. Segundo a comentarista Júlia Duailibi, a postura dos dois ministros indicados por Bolsonaro em contraste com os demais é vista por alguns como um "sinal" de como esses ministros podem se posicionar em julgamentos futuros, possivelmente envolvendo atores do ataque de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. “André Mendonça é considerado por seus pares, um ministro técnico. E ele apontou o crime contra a democracia, mas deu uma escorregada na avaliação de seus pares, quando sugere uma conspiração envolvendo o executivo e no embate com o ministro Alexandre de Mores. Agora, Nunes Marques nem considerou os crimes contra a democracia, que são o cerne da discussão história do STF. Muita gente interpreta isso como um posicionamento para julgamentos futuros que vão acontecer como os atores do oito de janeiro, e que pode envolver, entre os denunciados até o ex-presidente Jair Bolsonaro”, comenta Dualibi. Advogados de defesa dos réus Hery Waldir Kattwinkel Junior, advogado de Thiago Mathar, negou as acusações contra o cliente. O Ministro Alexandre de Moraes repreendeu o advogado por atacar o STF e espalhar fake news. Matheus Lázaro enfrentou acusações semelhantes. Sua advogada, Larissa Claudia Lopes de Araújo chegou a chorar na tribuna e alegou falta de provas. Júlia Dualibi também analisou a atuação da defesa dos réus no segundo dia do julgamento: "O que a gente está vendo é um cenário novo dos advogados atacando os ministros, lacrando para as redes sociais, como dizem os jovens, e se preocupando muito pouco com a defesa dos clientes, porque entrar em embate com quem vai julgar o seu cliente pode não ser a estratégia mais inteligente. Mas muitas pessoas, que estão atuando dessa maneira, na visão, inclusive ali dos ministros, tem outros objetivos: 5 minutos de fama, ficar bem com determinado setor da sociedade, tem interesse em disputar uma eleição. Então, estão usando a tribuna para isso”, destaca. STF condena 3 réus por tentativa de golpe de estado e outros crimes relacionados ao ataque de 8 de janeiro. Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Quem é Aécio Pereira, primeiro réu condenado no STF por atos golpistas de 8 de janeiro VÍDEO: Moraes e Mendonça batem boca sobre atuação do Ministério da Justiça no dia 8 de janeiro Em julgamento do primeiro réu do 8/1, Moraes diz que 'negacionismo' faz parecer que atos foram 'domingo no parque'

source https://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2023/09/15/julia-duailibi-analisa-divergencias-no-stf-e-atuacao-da-defesa-dos-reus-em-julgamentos-do-8-de-janeiro.ghtml
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