Dor nas costas: veja as principais causas e como reduzir os riscos

A dor nas costas dificulta a movimentação, afeta a qualidade de vida e está entre as principais causas de incapacidade no mundo.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o problema afetou mais de 619 milhões de pessoas em 2020. O número de casos poderá chegar a 843 milhões até 2050, impulsionado principalmente pela expansão populacional e pelo envelhecimento.

A dor nas costas é frequentemente associada à perda de produtividade no trabalho, levando a impactos econômicos para os indivíduos e para as sociedades. O tema é destaque de uma das pílulas diárias do CNN Sinais Vitais, apresentado pelo médico cardiologista Roberto Kalil.

“Os números estão crescendo cada vez mais, devido ao estilo de vida moderno e ao surgimento de novas tecnologias. Esta condição que era típica dos idosos passou a ser mais frequente na população jovem. Hoje, metade dos pacientes que procuram por ajuda médica tem entre 20 e 50 anos”, afirma Kalil.

A dor na lombar é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e a condição para a qual o maior número de pessoas pode se beneficiar da reabilitação, de acordo com a OMS. A condição pode afetar pessoas de qualquer idade e a maioria das pessoas sofre dela ao menos uma vez na vida.

Lombalgia

A dor lombar, também conhecida como lombalgia, ocorre na parte inferior da coluna vertebral e está entre as dores mais comuns entre homens e mulheres nas diferentes fases da vida. Ela é causada geralmente por uma lesão em um músculo.

O problema tem a maior prevalência globalmente entre as condições musculoesqueléticas e é a principal causa de incapacidade em todo o mundo, segundo a OMS. Além disso, é a condição em que o maior número de pessoas pode se beneficiar da reabilitação.

Pessoas de qualquer idade podem sofrer de lombalgia, incluindo crianças e adolescentes. O pico no número de casos ocorre entre 50 e 55 anos, e as mulheres sofrem de lombalgia com mais frequência do que os homens. A prevalência e o impacto da lombalgia na incapacidade são maiores entre os idosos de 80 a 85 anos. Episódios recorrentes de lombalgia são mais comuns com o envelhecimento.

“Na maioria das vezes, a dor aparece como um sinal de alerta de que algo está errado com a sua coluna. Seja na coluna cervical, dorsal ou na região lombar. A dor não é necessariamente um sinal de gravidade, mas é um sinal de alerta para que você procure um médico”, diz o especialista.

O número de pessoas que convive com dor lombar é bastante grande atualmente. Entre as principais razões estão a má postura, sedentarismo, posições incorretas no ambiente de trabalho, nos afazeres domésticos, execução errada de exercícios e principalmente esforço físico.

“A dor, em sua maioria, é provocada por condições degenerativas precoces provocadas por má postura, longos períodos em posição sentado, sedentarismo e flacidez da musculatura abdominal”, acrescenta Kalil.

Dores lombares são classificadas como agudas ou crônicas / Witthaya Prasongsin/Getty Images

Sintomas

As dores lombares são classificadas como agudas ou crônicas, sendo diferenciadas pelo tempo de duração. A dor é classificada como aguda quando dura menos de 6 semanas, subaguda de 6 a 12 semanas, e crônico, com duração acima de 12 semanas.

A dor lombar pode ser uma dor incômoda ou uma dor aguda. Também pode fazer com que a dor se espalhe para outras áreas do corpo, especialmente as pernas.

Pessoas com lombalgia também podem sentir dor nas pernas relacionada à coluna, às vezes chamada de ciática ou dor radicular. Isso geralmente é descrito como uma sensação de entorpecimento ou uma sensação aguda de choque elétrico. Dormência ou formigamento e fraqueza em alguns músculos podem ser sentidos com a dor na perna.

O problema pode restringir o movimento de uma pessoa, o que pode afetar sua rotina, além de causar problemas de sono, mau humor e angústia. A reabilitação é essencial para tranquilizar as pessoas e ajudá-las a entender sua dor e a retornar às atividades.

Na maioria dos casos de lombalgia aguda, os sintomas desaparecem por conta própria e a maioria das pessoas se recupera bem. No entanto, para algumas pessoas, os sintomas continuarão e se transformarão em dor crônica.

“Na maioria das vezes, o tratamento é puramente clínico. São eles: correção de postura, práticas de atividades físicas regulares e fortalecimento dos músculos que envolvem e protegem a coluna”, diz Kalil.

Prevenção

O autocuidado é uma parte importante do gerenciamento da lombalgia e para o retorno às atividades de rotina, incluindo a atenção à postura no cotidiano.

“Além da prática de atividade física, é importante que, no seu ambiente de trabalho, a sua mesa e a sua cadeira estejam ajustadas à sua altura. A tela do computador, por exemplo, tem que estar na altura dos seus olhos. O smartphone tem que ficar em uma altura que você evite projetar a cabeça para baixo”, diz o médico.

Existem várias maneiras de reduzir os sintomas e ajudar a prevenir novos episódios de dor lombar inespecífica como a prática regular de exercícios, manutenção do peso saudável de acordo com idade e altura, evitar fumar, dormir bem e fazer ajustes ergonômicos no ambiente de trabalho.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Dor nas costas: veja as principais causas e como reduzir os riscos no site CNN Brasil.



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